Adriana Alberto, é uma jovem angolana, cristã e casada, natural do Kwanza Sul, filha de Benguela (aonde cresceu), apaixonada por engenharia, sustentabilidade e pela cultura nacional. ‘’Sou filha de um país rico em petróleo, e desde cedo percebi que queria fazer parte da transformação desse recurso em desenvolvimento para o nosso povo.’’ Partilha.

Licenciada em Engenharia de Produção de Petróleo e Gás pela Universidade Gubkin, na Rússia, aonde destacou-se como uma das primeiras angolanas a formar-se nesse sector na Rússia, país que ocupa o 2.º lugar a nível global em volume de petróleo, Adriana também é Técnica em Petroquímica, considerando-se uma eterna aprendiz, e uma ponte entre Angola e o mundo, acreditando profundamente que a inovação e a educação são as chaves para o futuro do sector energético.
A engenheira conta, que a escolha pela profissão nasceu do desejo de servir Angola e compreender melhor o potencial petrolífero do país, mas ganhou força durante a sua formação técnica no Instituto Politécnico do Lobito, onde participou no desenvolvimento do projecto “Planta Piloto de Rerrefino de Óleo Lubrificante”, vencedor da FENATEC 2019. ‘’ vi na prática como a engenharia pode resolver problemas reais: reduzir a poluição, evitar doenças e diminuir a importação de derivados.’’ Recorda.
Durante o seu percurso académico na Rússia, Adriana observou a oportunidade de expandir a sua cultura e crio o ‘’Coração de África’’, um projecto que nasceu da necessidade de criar uma rede de apoio entre os estudantes africanos que lá se encontravam. ‘’O desejo era mostrar à Rússia a riqueza da nossa cultura, que vai muito além do que se vê nos livros. Representar Angola na Rússia é uma honra imensa e uma grande responsabilidade, é mostrar que África também é um polo de talento e inovação.’’ Declara.
Ao olhar para o futuro, a engenheira, Adriana Alberto, projecta uma carreira como engenheira de produção e especialista em Recuperação Avançada de Petróleo (EOR), com o propósito de contribuir para uma indústria petrolífera angolana mais eficiente e sustentável. Entre os seus objectivos estão a participação em projectos de revitalização de campos maduros, a aplicação do conhecimento técnico adquirido e a criação de pontes entre a academia russa e o sector energético angolano.
Texto: Lectícia Leão



