O jornalismo entrou cedo na vida de Florinda Marcolino. Aos cinco anos, teve o primeiro contacto com uma cabine de rádio e com o ambiente que viria a marcar o seu percurso profissional. Filha de um radialista, cresceu a ouvir o pai narrar jogos de futebol, experiência que despertou o seu interesse pela comunicação e influenciou a escolha pelo jornalismo.
“ Tive uma infância fantástica. Lembro-me de ouvir o meu pai fazer o relato dos jogos. Sem dúvidas, a minha família foi a maior influência que tive para escolher o jornalismo”, recorda.
A aproximação ao mundo profissional aconteceu ainda durante o processo de formação. Por intermédio do pai, teve a oportunidade de entrar numa redacção e conhecer, na prática, a dinâmica e os desafios da profissão. A experiência permitiu-lhe desenvolver competências e compreender, desde cedo, as exigências do jornalismo.
“Tudo o que sou hoje foi porque ele, desde cedo, trabalhou em mim e apresentou-me o mundo fantástico do jornalismo”, afirma.
Ao longo dos 17 anos de carreira, Florinda acumulou experiências que contribuíram para a sua formação profissional e pessoal. Entre as principais aprendizagens, destaca a importância da escuta, da empatia e da ousadia na comunicação.
“Em comunicação, saber ouvir é mais importante do que falar. Um bom profissional de comunicação deve ter empatia e ser ousado”, defende.
O percurso de Florinda Marcolino demonstra como uma influência familiar pode transformar-se numa escolha profissional. O que começou com a convivência com a rádio e os relatos do pai tornou-se numa carreira construída ao longo de 17 anos, marcada pela aprendizagem e pelo compromisso com a comunicação.
Hoje, o jornalismo representa para Florinda mais do que uma profissão. É também uma forma de contribuir para a sociedade e de incentivar outras jovens mulheres a encontrarem na comunicação um espaço para desenvolverem o seu potencial.
Texto: Chirley Vicente


